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Brasileiras no ranking das 250 maiores varejistas do mundo
O estudo deste ano explora as tendências inovadoras no varejo, as previsões para 2015
 
As 250 maiores varejistas globais geraram receitas de US$ 4,4 trilhões no ano fiscal de 2013 (de junho de 2013 a junho de 2014 – último período fiscal a permitir comparação direta entre os números das redes avaliadas), com uma média de mais de US$ 17,4 bilhões por empresa, de acordo com o relatório “Global Powers of Retailing 2015”, da Deloitte, realizado em conjunto com a STORES Media. No ranking incluídas duas empresas brasileiras:  a Lojas Americanas, que ocupa o 150º lugar (subindo 12 posições em relação ao último ano), e a Magazine Luiza, que aparece pela primeira vez no ranking e ocupa o 247º lugar na lista geral.
O Grupo Pão de Açúcar, que até o ano fiscal anterior fazia parte individualmente do ranking como um varejista brasileira, agora figura entre os números da varejista Casino (13ª posição), já que suas operações foram incorporadas à rede francesa. O estudo deste ano explora as tendências inovadoras no varejo, as previsões para 2015, bem como as estratégias que as empresas estão utilizando para abordar as mudanças disruptivas que impactam o setor.
“As varejistas brasileiras ainda possuem uma presença tímida no histórico do levantamento global. Porém, considerando que o país vem passando por um momento econômico não muito favorável para o varejo podemos dizer que ter estas empresas listadas no ranking mostra que mesmo assim temos um horizonte promissor para os próximos anos.”, afirma Reynaldo Saad, líder da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo.
 
Crescimento

O crescimento da receita dos maiores varejistas, que começou a declinar em 2011, continuou a diminuir no ano fiscal de 2013. De acordo com o relatório, o crescimento médio da receita foi de 4,1% (no ano fiscal 2012, havia sido de 4,9%). De toda a forma, quase 80% das empresas participantes (199 companhias) apresentaram aumento das receitas durante o período avaliado.
“A desaceleração da economia global em 2014 deixou muitos consumidores com maior restrição financeira e as vendas do varejo sob pressão. Assim, a prosperidade do setor de varejo global em 2015 vai depender muito da estabilidade econômica de algumas das maiores economias. A China, a zona do Euro, bem como algumas economias emergentes importantes tiveram um ano particularmente difícil em 2014. Comparativamente, a economia americana e a britânica continuam fortes, com indicadores que apontam a chance de um crescimento robusto em 2015 e, possivelmente, nos anos seguintes", comentou Ira Kalish, economista-chefe global da Deloitte.
 
Tendências de varejo para 2015
• Turismo alavancando o Varejo – O turismo internacional deve crescer além das expectativas, apesar de continuar a enfrentar desafios geopolíticos e econômicos. As classes médias de mercados emergentes estão em expansão e, como consequência, estão viajando para outros países e devem impulsionar as vendas do varejo.  Em 2015, os varejistas esperam atender a cada vez mais viajantes que tenham poder aquisitivo para compras, em especial, os turistas de mercados emergentes.
• Varejo via smartphone – É esperado que o varejo via smartphone continue a crescer agressivamente. Os varejistas precisam atender à demanda crescente oferecendo em suas lojas Wi-Fi gratuito e sites customizados para diferentes tipos de dispositivos pessoais.  Além disso, privacidade e segurança se tornarão cada vez mais importantes e a proteção das informações do cliente será fundamental para a retenção.
• Rapidez para atender os consumidores – A velocidade continua a ser uma tendência importante no varejo. Isto inclui, mas não se limita, ao chamado "fast fashion" (varejistas que disponibilizam para venda coleções recém-lançadas e de forma periódica), a compra imediata e os novos formatos de venda (ex.: quiosques), que servem para reduzir ou eliminar a espera dos consumidores no momento de compra. Para 2015, a previsão é de que o varejo se torne ainda mais veloz, visando atender ao desejo dos consumidores. A geração Y deverá influenciar muito esse movimento, já que passará a ter cada vez mais um grande poder de compra.
• Experiência de compra – A compra já não é apenas voltada para o produto, mas sobre a experiência de compra como um todo. As empresas devem continuar a explorar formas inovadoras para melhorar a experiência de compra de seus clientes, por meio de campanhas de mídia social, atratividade nos pontos de vendas, festivais, desfiles de moda e exposições interativas.
• Varejo inovador – A indústria continuará a desenvolver e buscar novas tecnologias. Os varejistas estão mais propensos a adotar práticas inovadoras e usá-las de maneiras criativas para estar cada vez mais próximos de seus clientes.
Para Vicky Eng, líder global da Deloitte para o atendimento às empresas do setor de bens de consumo e varejo, "o setor de varejo está passando por um período de mudanças significativas. A velocidade da inovação e a ruptura sentida em toda a indústria continuará, bem como as demandas dos clientes, que continuam a aumentar na maioria dos países. Para ter sucesso nesse ambiente, os varejistas precisarão atender rapidamente às oportunidades que aparecerem. Isto exigirá uma estratégia conectada, com capacidades e iniciativas específicas, guiadas por visões fornecidas a partir de dados de mercado."