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Especialista dá dicas de como economizar durante as compras de material escolar
Reaproveitamento, compras coletivas e pesquisa de preço são algumas das alternativas que ajudam a reduzir os gastos com materiais escolares
 
Preocupação dos pais de estudantes todo início de ano, a lista de materiais escolares é uma das responsáveis pelo aumento das despesas deste período. A estimativa da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) é de que esses produtos tenham um ajuste de 10% comparado ao ano passado. O mestre em Controladoria e Finanças e professor dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Estácio FIB, Alex Magalhães, dá dicas de como reduzir os custos durante as compras.
 
De acordo com o professor, uma boa alternativa para economizar é reaproveitar os materiais que foram pouco ou não utilizados no ano anterior, como lápis de cor, canetas, apontadores e lapiseiras. “Antes de ir às compras é necessário fazer uma boa busca para não desperdiçar os materiais que ainda podem ser usados.”
 
Para pais que têm filhos com idades diferentes, uma opção é fazer o rodízio de materiais e livros didáticos ou mesmo conversar com os parentes para saber se existe a possibilidade de fazer trocas. 
 
Outra dica importante para quem deseja reduzir os gastos é realizar compras coletivas. “Procure conversar com os pais dos coleguinhas e organizar uma compra coletiva pois os produtos poderão ser comprados em atacado e isso ajuda a reduzir o preço”, recomenda Magalhães.
 
Antes de ir às compras, é prudente fazer vários orçamentos, verificando o preço em diversos locais. “Leve a lista em várias lojas e compare os preços e condições de pagamento. Lembrando de que o pagamento à vista pode ser negociado, com pedido de desconto”, ressalta o professor.
 
O especialista diz que é importante não se apegar a marcas e personagens, pois isso encarece o preço do material. É interessante também conversar com os vendedores para saber mais sobre promoções e condições de pagamento, além da relação custo-benefício de adquirir algum material mais caro, mas com maior qualidade e durabilidade.
 
Magalhães aconselha observar com cuidado toda a relação de materiais, verificando se existe algum item que não é de responsabilidade dos pais, mas que algumas escolas colocam na lista, como: papel higiênico, detergente, álcool, copos e talheres descartáveis, grampo, grampeador, pastas classificadoras, tinta para impressora, grande quantidade de papel, entre outros. “Há uma lei federal (nº 12.886/13) que proíbe a inclusão de materiais de uso coletivo na lista. Estes materiais devem ser contemplados na mensalidade escolar. Os únicos materiais que os pais são obrigados a comprar são as apostilas e materiais didáticos que serão usados pelos alunos”, lembra. 
 
“Outro ponto importante é que algumas escolas cobram uma taxa extra de material que os pais não são obrigados a pagar. Mas caso resolvam efetuar o pagamento desta taxa, peçam que a escola apresente a lista de material detalhada contemplada nesta taxa”, complementa Magalhães.
 
Realizar as compras pela internet, diz o professor, também é uma boa opção para economizar, mas é necessário ficar atento ao prazo de entrega para não correr o risco de as aulas começarem sem o material ter sido entregue. Outro cuidado: checar a confiabilidade do site, se há lojas físicas e registro de reclamações de outros consumidores a respeito dele.  Para mais esclarecimentos sobre cobranças duvidosas ou algum tipo de exigência imposta pela escola ou para realizar reclamações ou denúncias, Magalhães recomenda a consulta ao Procon.